CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
Lei Nº 13.105, de 16 de Março de 2015.
Artigo 291
A toda causa será atribuído valor certo, ainda que não tenha conteúdo econômico imediatamente aferível.

290
ARTIGOS
292
 
 
 
Resumo Jurídico

Artigo 291 do Código de Processo Civil: A Gratuidade da Justiça em Processos Judiciais

O artigo 291 do Código de Processo Civil (CPC) estabelece um princípio fundamental para garantir o acesso à justiça, assegurando que, em regra, as custas e os emolumentos, que são as despesas inerentes ao andamento de um processo judicial, sejam pagos pelo autor da ação.

Em termos simples: quem inicia um processo (o autor) é quem, em princípio, deve arcar com os custos para que ele tramita. Isso inclui taxas judiciais, honorários de peritos (se houver), e outras despesas que surgem ao longo do processo.

Por que essa regra existe?

Essa norma visa a organizar a responsabilidade pelas despesas processuais. Ao definir que o autor é o principal responsável, o legislador busca:

  • Evitar o ajuizamento de ações temerárias: Quando uma pessoa tem que arcar com os custos, ela tende a pensar duas vezes antes de iniciar um processo sem fundamentos sólidos.
  • Garantir o fluxo do judiciário: As custas arrecadadas contribuem para a manutenção e o funcionamento do sistema judiciário.

Importante ressalva:

É crucial entender que o artigo 291 estabelece uma regra geral, mas o próprio CPC prevê exceções importantes. A principal delas, e que muitas vezes vem à mente quando se pensa em custos processuais, é a gratuidade da justiça.

A gratuidade da justiça, prevista em outros artigos do CPC, permite que pessoas que comprovadamente não possuem condições financeiras de arcar com as despesas processuais sejam isentas de pagá-las. Nesses casos, mesmo que a regra geral seja que o autor pague, a lei garante que a falta de recursos não seja um obstáculo para que o cidadão busque seus direitos na justiça.

Em resumo:

O artigo 291 do CPC determina que, via de regra, quem move uma ação é quem deve pagar as despesas processuais. No entanto, este princípio deve ser sempre interpretado em conjunto com as normas que garantem a gratuidade da justiça, assegurando que todos, independentemente de sua condição financeira, possam ter acesso ao Poder Judiciário.